ir...
Nao me prendem as amarras,
nem os panos me amordaçam.
Nao é por isto ou aquilo,
é pelo que quer que façam.
Da prisão so um caminho,
que por muito sombrio e vasto,
o unico a percorrer,
apesar de muito gasto.
Nao é da vontade unica,
nem do próprio esmorecer,
que tento fazer de mim
algo que julgo nao ser.
É talvez inquietação,
de querer mais que um momento,
p'ra perde-lo a seguir,
dos os outros so os lamento
nao os poder conseguir.
Ja vai longe a tenra idade,
e os sonhos, onde estao?
Perdidos por ver perder,
perdidos porque o são.
Em termos da mesma materia,
somos feitos um bocado,
por alguem que nao quis ser,
p'ra quem serve o inacabado.