Prosas
bolso
Então ela tinha dois bolsos no casaco, um que mandou costurar de propósito e outro que era desenhado e nem sequer era um bolso de verdade. No bolso acrescentado guardava aquelas coisas que são sempre boas de trazer por perto como uma caneta, um pedaço de papel mal dobrado ou uma moeda de plástico daquelas que se usam nos supermercados. Mas era no bolso desenhado que guardava as coisas realmente indispensáveis.
Aquele sorriso encantadoramente bem disposto e o jeito para ser bonita são coisas que não cabem numa mala e muito menos num bolsinho acrescentado.
 
Lidda @ 25-06-2007 15:29:08
Comentários
@ 19-01-2008 8:52:26
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adorei a forma como transportaste para aqui o conceito de abstracto. os sentidos que não se podem tocar. simplesmente.

*

@ 28-06-2007 18:02:40
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... [.] ...

 

não consigo imaginar as mochilas que conseguiste desenhar para carregar tantos feijões mágicos...

@ 26-06-2007 23:17:55
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