Visao da morte
Eu sou o homem holocausto sobre a terra ou a calçada
crio gemidos de violencia em mais uma vitima executada
em toda a carne vestida de ligaduras
mais uma mulher lançada aos lobos,um guerreiro surpreendido na armadura
quer faça chuva ou vento é sempre estaçao de tortura
os braços fortes do carrasco fazem com que n chores
porque nunca é de noite quando morres
cercado de trevas e de gritos constantes
ves o sol com duas pontas semelhantes
nao ha escapatoria para a fuga ilusoria
chegou o teu momento,estas so
e entao demoras no tempo antigo e choras
do teu ser fica apenas o ideal
no mundo real alguem tomara o teu lugar....
eras sonhador soltando rimas,sentado a beira das linhas
com a sensaçao que seriam as ultimas rimas.....
e rimavas entre vultos fantasticos
dedilhavas como liras os elasticos dos teus sapatos
entre silencios atravessados pelos anjos e pelos mundos
eu sou a visao da morte que sai dos teus olhos profundos