Vento dos Versos
Quando de mim nada ficar,
Nada a não ser os versos,
Sentem-se numa pedra perdida.
Ouçam o vento que foge,
Segue o lastro da vida,
Mergulhando no horizonte,
Em busca daquela linha esquecida...
Aquela linha ignorada,
Com as mãos traçada,
Dada ao mundo e ao Nada.
Aquela linha que se ergue,
Que por ser invisível se vê,
E que existe em não existir...
O vento que corre para lá,
Não é mais que versos que a fugir!
O vento que nasce na palavra,
Que se esquece a voar,
Até aquela linha de poesia,
Onde os poetas guardam os sonhos,
Que não cabem na luz do dia...