Poemas
Sem Título

Vejo o que quiser.
Moldo a realidade
como quem trabalha
numa peça de madeira.

Como um anjo caído
que não o sabe,
contemplo a beleza
nas atrocidades que cometo.

Para mim não há errado
só menos certo.

Sou filho do presente,
bastardo do passado
e desconhecido do futuro.

Sou nada que se pareça comigo.

 
DaniD @ 20/08/2007 16:53:20
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