São tempos de amor por onde passo
Momentos que me trazem de volta a este caderno
Amor descrito como fogo que arde sem se ver
Como ferida que dói e não se sente.
Mudam os tempos, mudam as vontades
Mas o amor não muda, não muda nunca
Será sempre o contentamento descontente
Da solidão por entre a gente
É acordar de manhã, esperando ainda dormir
É chorar de tristeza, sorrindo
De estares tão perto, longinquamente
De me tocares, inconscientemente
Passam dias, meses, anos, décadas
E toda a gente sofre da mesma maneira
Sofre por amor, o mesmo de há séculos.
(com versos do poema de Luís de Camões, “Amor é fogo que arde sem se ver”)
17-12-06