Poemas
Revolta censurada

Sinto-me revoltado.

Revoltado com esta merda de existência,
Com esta merda de tempo,
Com esta merda de solidão e perdição.

Farto desta medíocre vida que levo,
Sem saber o que raio vem a seguir,
Ou se algo vem a seguir e não são
Apenas sombras do que poderia ter sido
Se esta merda de vida não tivesse roubado
Os momentos dos meus sonhos...

Quem me dera que o Mundo parasse de cair à minha volta...
Que parasse de me apunhalar pelas costas;
Mas principalmente...que parasse de me deixar sozinho...sempre sozinho.

Mas de que raio serve toda esta Revolta
Se a censura que é o tempo
E a ditadora que é a vida se encarregam de a
Sufocar, como sufocam a mim, com um simples gesto?

Vale a pena revoltar-mo-nos?

Vale a pena o esforço para o final ser sempre o mesmo,
Um grande e silencioso Nada?

 
Sidner @ 25/02/2007 01:52:10
Comentários
@ 25/02/2007 19:39:16
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É exactamente isso, Ana. :) Obrigado pelo comentário.
@ 25/02/2007 18:01:57
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Tudo vale a pena... Desde que a alma não seja pequena. (não é isso que diz o poeta?) Pena, que doa tanto, não é?
@ 25/02/2007 14:49:15
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Foi da noite, já me sinto bem melhor...acho que precisava de refilar e embirrar com algo e escolhi a vida porque me sentia, de facto, revoltado com as voltas que deu. A parte da solidão foi, maioritariamente, para dar um aspecto mais poético ao poema. Sorrindo
@ 25/02/2007 13:40:55
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Levas as decisões como finais e as mudanças como solidão e aí estão os teus problemas.

 

Sabes que não estás sozinho e que não há um final nem há um nada.

No entanto, compreendo a tua revolta e continuo a estar aqui. 

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