Sinto-me revoltado.
Revoltado com esta merda de existência,
Com esta merda de tempo,
Com esta merda de solidão e perdição.
Farto desta medíocre vida que levo,
Sem saber o que raio vem a seguir,
Ou se algo vem a seguir e não são
Apenas sombras do que poderia ter sido
Se esta merda de vida não tivesse roubado
Os momentos dos meus sonhos...
Quem me dera que o Mundo parasse de cair à minha volta...
Que parasse de me apunhalar pelas costas;
Mas principalmente...que parasse de me deixar sozinho...sempre sozinho.
Mas de que raio serve toda esta Revolta
Se a censura que é o tempo
E a ditadora que é a vida se encarregam de a
Sufocar, como sufocam a mim, com um simples gesto?
Vale a pena revoltar-mo-nos?
Vale a pena o esforço para o final ser sempre o mesmo,
Um grande e silencioso Nada?