As razões de gastar as minhas energias em coisas como esta perdem-se, refundo e refundo no fundo bem profundo destas acções, sempre amei esconder sentimentos, este desejo era bem mais pequeno do que pensava, agora é muito maior do que imagino, é um vício tremendo, tenho receio de que me falte criatividade para inovar nesta tentativa de actividade, receio a perca de vocabulário para aplicar a técnica e o raciocínio no domínio do meu armário, certa parte arde no fogo de madrugada da sexta feira de cada mês.
Passam-se um, dois, três dias e mais uns tantos e eu a vaguear pelos cantos.
Sinto a cara húmida, acho que é de andar à chuva, esta desculpa encaixa que nem um luva, sejamos realistas, calculistas, crescidos e pervertidos; São lágrimas que me escorrem do sofrimentos de que me lamento, vagueando, pelo luar, pelo mar, pela terra, pelo ar e pela guerra, tentam persuadir-me e levar-me a psicólogos, mas não sou nenhum psicopata. Simplesmente tenho pensamentos, ideias e desejo de matar aquelas que amo, assassinar a minha família, os meus amigos e conhecidos, todos eles de uma forma diferente que me dê prazer, sem ficar impune à dor e à força do meu amor, e por fim acabar a missão de que fui encarregue na profissão de psicopata a que me sujeito , de tudo o que semeio, colho e rego neste cruel mundo.
Sinto a cara quente, a humidade desapareceu a culpa é da humanidade que me bateu e ignorou e no brilho dos meus olhos a fonte de água morreu, a água virou fogo intocável pela sociedade amável, só e sou o discípulo do Diabo armado em outro lado escuro ou obscuro fechado na eternidade e no caixão da morte, traça-me paixão, conta-me a traição, corta-me o negro coração!