Prosas
Querer, crer,poder
26 De Maio. 16:22

Porquê? Para quê? Como? Quê? Ela sentada, pensativa, rodeada de reflexão de bolso. Ansiosa, desesperada. A empresa, a modernização, o GPS, as TIC. Nada. Tudo isso é: nada.

Ele. Onde? Como? Quê, feliz?? Não, não sem ela. Não pode ser. Não é possível crer em algo assim. Não. Não quando ela já foi tudo. Teve tudo. Não, ele não pode. Não pode já não querer.

Ele quis, teve fé. Não quer, nem crê, agora. Ela, não sabia, agora quer e deseja crer. Quer que ele queira e deseja que ele volte a crer. Será? Crescer? Porquê? Porque não? Sim. Agora, ela cresce. Mas ele já não crê. (Embora queira.)

Que se dane ela. Que vá ele. Não, que não vá. Porque dessa forma ela não sobrevive. Ele que fique, senão nem ela nem o outro. Não, a sério ele tem de ficar. Que deixem a mentira. Matem-na, Aniquilem-na. Acabem com ela. (seja ela quem for.)

Ele convencido que não, grita. Ela convencida que sim, chora, implora. Pára. Parem. Rescrevam o livro. Reiniciem a história. Juntos, separados. Quem sabe? Não sabe. Ninguém sabe. Não sabe ela. Não sabe ele. Não sabe ninguém.

Sem palavras bonitas. Sem acentuação elaborada. Sem a Directora. Sem avaliações.

Ela vai falar com ele. Ele vai fugir dela. Nele, outrora, houve a luz. Agora perdura a treva. Nela, as entranhas obscuras do fundo dos Oceanos vão sendo invadidos pelo jasmim claro e forte.
 
Bela @ 08/06/2006 21:17:32
Comentários
@ 08/03/2007 14:43:42
Citar   Impróprio?
Um beijo.
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