Juntei as palmas das mãos e rezei, juntei as mãos ao meu peito senti o calor do meu corpo, finquei as unhas... o meu batimento cardíaco era cada vez mais forte... peguei na arma divina,
lentamente fui espetando do lado esquerdo do meu peito,
senti uma dor imensa,
com a ajuda da mão esquerda, fui forçando a entrada da lamina afiada,
retirei o objecto cortante,
com a mão direita fui abrindo o rasgo,
fui rasgando com as minhas unhas todos os filamentos,
todos os tecidos que protegiam o órgão,
órgão esse que imprimia em mim todo o sofrimento...
fui arrancando-o aos poucos e poucos, estava quente, ainda sentia o seu bater, ainda sentia a seu sofrimento... tinha as mãos cheias dum liquido vermelho a que chamamos Sangue.
Quando o vi por completo, senti um alivio.
Passei a mão pelo rosto suado, caí de joelhos
a minha face bateu violentamente no chão,
os meus olhos queriam fechar,
a minha pele começava a ficar fria,
comecei a deixar de ver o mundo,
foi então que tudo ficou escuro.... morri feliz!!!
tinha-me libertado da minha maior dor; A dor do coração.