Poemas
Pássaro solidão





Estendida no chão sem dó nem compaixão

Jaz tu prostituta dada sempre ao desfrute

Rosto reconhecido por tantos que serviu

Prostrada ali sem vida ninguém nunca a viu.

Almas bondosas que passam por acaso

Juntam-se ao trágico momento perguntam:

-Como foi o que foi quem era alguém a conhecia?

- Ouvi dizer que se trata de uma mundana.

Um breve sinal da cruz gesto de indiferença

A certeza na alma quem procura acha.

Lá na fiação dos postes um passarinho canta

Sabe ele todas as verdades glória sem maldade

O sangue que escorre no asfalto contaminado

Rastro de desamor vermelho sinal da cruz

Cruz que carregou mais um filho de Jesus.



Jamaveira®

 
Jamaveira @ 15/10/2009 21:53:07
Comentários
@ 06/11/2010 14:06:26
Citar   Impróprio?
retrato poético de uma morte melancólica.
Pág: 1 de 1Ant.   <<   < [ 1 ] >   >>   Seg.