Poemas
Palavras
Olho para a janela, sozinho, abandonado

Olho para a carta que esqueceste no feriado

A minha pele ainda aquece desse toque infinito

Lembro-me de me tocares entre as sondas do arenito

Sobrescrito... nessa confusão que predura

Desleal ou talvez não, essa fórmula que não fura

Lembro-me dos sorrisos apagados, do adeus que nunca foi

Lembro-me desses abraços explorados, dessas feridas, simples oi

Lá atrás guardo-te o corpo, a memória já esquecida

Firo-te o calor, deixo-te despida

E quando acordo tocam à porta e eu corro para te ver

Saborear o teu sorriso, relembrar o que é viver

Tocar-te no coração, ouvir-te com atenção

Saudar-te a esperança, tocar-te na paixão

Voltar atrás e fugir do momento

Esquecer que existe sentimento

Matar o tempo, esse copo de veneno e de abolição

Agarras-me o colo, apertas-me o prazer

Aqueces-me o solo, aprisionas-me o saber

Em segundos és um mundo, voltas para me perder

Saio do cofre e volto para esquecer

Não há pó, o odor fica por perceber

Sozinho como sempre estou, nessa hora que te quis ter
 
_df_ @ 13/04/2009 12:13:34, actualizado a 17/04/2009 11:40:20
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