O dogma de ser
Avançar sobre blocos de gelo,
Dizer que a vida é um mero capricho para se ter,
Algo.
Não tomes por certo,
Os ventos lapidantes das palavras incertas.
Conquista.
Cada espaço de dor que encontrares em ti,
Não julgues.
Os que adoram, os que gemem pela luz da felicidade.
Destemidos perante o grito de aventura,
Mesmo debaixo dos pés.
O momento certo,
É aquele que permanece aberto.
É aquele que brilha sem laços dourados de promessas.
Instigados contra a terra castanha da realidade.
Somos todos meros ausentes.
À procura de um pedaço de vida para lavrar.
E depois.
Crescemos como flores num jardim de cidade.
Protegidos da vida em si.
Cativos em liberdade mediana.
Sem aroma, sem cheiro a brisa.
Grandes conquistadores, conquistados.
Por segredos simples.
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