- O que acho fantástico nisto tudo, é a capacidade que temos de nos indignar e de nos interrogar. - Não deveria de ser a mesma coisa? - Não sei, fiquei baralhado. - Baralhado? Mas isto não é um baralho de cartas em que tu ficas com o trunfo e jogas ao C-O-S-P-E-S, ganhas e és conhecido como o glorioso, o come cartas? - Mais uma vez, não sei. - Irra, que ignorância! - O mundo é dos ignorantes e o sonho dos sonhadores. Há ainda aqueles que ficam a ver navios... Paciência. Não se pode agradar a todos. Todos temos uma face oculta, my love. Uma face que nem a luz da lua consegue desvendar. Um mistério? Hmmm, eu gosto de mistérios! Por vezes comento que não conheço a minha alma. - Mas a alma não se conhece! - Pois não. Nem a substância que a compõe mas ficas fascinada quando descobres a pólvora. Tem piada tudo isto. - Estou aqui neste palco da vida a declamar estas lindas (!) palavras para um monte de cadeiras... vazias e holofotes desligados e pano por abrir. - Não te preocupes, é apenas o ensaio geral.