Poemas
Cortado ao meio
O tempo vai tomar a minha mente

Levá-la para longe, para onde não a poder encontrar

Vai matá-la de vida, inocente,

Vai cortá-la ao meio para que possamos continuar

De onde conseguir viver pela tentação de viver por ti

E se eu for para estar só, vou ver o que nunca vi

Provavelmente quebrarei com as nossas lágrimas

Com a nossa vida... furor?

Cresci nos braços dessa palavra inimiga

Uma seta de saudações, esse idiota corsor

Fecho os olhos e ponho os meus braços em teu torno

Sei que eu vou embora em breve e sabes que não paro de tremer

E vou passos seguidos para trás porque insisto em temer

E olho para baixo a partir dos teus olhos

Temo, temo, temo... uma palavra que há aos molhos

É tão doce e estou amedrontado

Que até o meu sentimento queima nesse jogo de pecado

Nessa bolha que eu sonhei... se eu tiver de estrangolar

Coloco-me onde estiveres porque amei e fico aqui por odiar

O giro é que perdi a chamada que tens falsificado

Continua se paras, continua se vais, é ignorado

O que é que tentas provar? Que não valho nada?

Então pega nessas fortunas fenomenais

E leva-as para o transtorno da calçada

Envoltas nas mentiras e talvez nos calafrios?

O fumo que fica joga com poetas, assassinos e arrepios

Como uma borboleta violenta

Entre palavras, falas, falas e fica lá

Uma seta que rebenta, ouves, ouves e morre lá

Uma vez estive perdido mas agora estou encontrado

Com a mente de mendigo na mão do que é iluminado

No egoísmo de acreditar que o amor não tem fim

Que é teu eternamente no sonambulismo que há em mim

E não escondes e não temes e não tens e não sentes

No esquadrão do que não gemes, do padrão do que não mentes

Não valho nada, ya, tens razão

São mentiras diárias, numa prova de ladrão

Alegrias, melodias, maresias, euforias

Um espelho do caraças

Crenças e energias nesse lodo que dá graças

Nada... e o resto é ilusão

Um simples sonho que não teme, que não ganha, que não tem coração

Joguei com números, perdi a aposta e a palavra

A glória ficou-me no intestino e o valor... naquela oitava
 
_df_ @ 18/04/2009 12:59:27
Comentários
Ainda não existem comentários neste texto. Seja o(a) primeiro(a) a fazer um!