Cantinela do Bandido
Vinho branco na mesa,
Poemas desfigurados no papel.
Escritos com alguma incerteza,
E cosidos a um fio cruel.
Palavras desgraçadas e furtivas,
Serenatas de bandolim em bairros escondidos,
Trocas de pensares em noites vivas.
Numa entrega de fados sofridos.
Pleno de angústia e amor
Passa com a garrafa na mão, com um fim escolhido
Poderá ser um doce poeta, sofredor
Que se perde numa cantilena de bandido.
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