Prosas
Berma de estrada
Esteve um dia lindo. Uma quente e abafada tarde de Agosto, e o fim de tarde prometia uma noite fabulosa. Luiz disse que tinha vontade de sair. Tinha de aproveitar, pois é coisa rara, ele é muito caseiro. Fui tomar um duche rápido, antes que ele mudasse de ideias. Enquanto ele tomava duche, eu aprontava-me para sair, a noite prometia, embora eu não soubesse o que ele planeava para nós.
Coloquei a saia bege abaixo do joelho, que ele adorava, e vesti a blusa rosa que ele comprara para mim. Calcei uma chinela preta, para me sentir confortável, pois não sabia o quanto ele tencionava andar. Acabei de me aprontar e esperei por ele na sala. Ouvi ele sair do banheiro e ir para o quarto se arranjar.
Quando surgiu na sala, trazia uma calça social, uma camisa branca e um sapato preto. Estava muito sensual. Os seus olhos brilharam quando olhou para mim, agarrou-me com paixão e deu-me um beijo quente e apaixonado. Peguei a bolsa e saímos em direcção ao carro. Já tínhamos andado um pouco, quando Luiz decidiu pôr a mão na minha perna, começando a subir lentamente a minha saia. Procurou a minha xana e acariciou-a por cima da calcinha. Eu retribui o carinho, colocando a minha mão no pau dele, por cima das calças. Tentei não me empolgar, pois tinha receio que ele perdesse a direcção.
A dada altura, ele decide parar o carro na berma da estrada. Não perguntei nada. Acho que a razão dele era óbvia e as palavras só quebrariam a magia daquele momento. Olhou dentro dos meus olhos e passou a mão no meu rosto, dando-me um beijo forte e apaixonado. Enquanto me beijava, a sua mão descia pelo meu pescoço até aos meus seios, que estavam já enrijecidos. Subitamente caiu uma tempestade, daquelas repentinas e tropicais. Por momentos imaginei-me novamente no Brasil.
Meteu a sua mão debaixo da minha blusa, desviou o meu soutien, e acariciou os meus mamilos. Beijava-me loucamente enquanto apertava sofregamente os meus seios. O meu sexo começava a latejar e já o sentia húmido de prazer. Começou a tirar a minha blusa e o soutien, mergulhando com a sua boca quente e molhada, nos meus peitos. Lambeu e chupou os meus mamilos, como um bebé faminto, deixando-me cada vez mais louca. Enquanto se alimentava do calor do meu peito, a sua mão descia até ao meu sexo. Enfiou a mão por baixo da minha saia, e puxou a minha calcinha até ela cair nos meus tornozelos. Afastou as minhas pernas e tocou o meu clítoris, começando leves massagens circulares, que me levavam cada vez mais além. O suor começava a escorrer nas minhas costas e a chuva continuava a cair a cântaros, dando-nos grande privacidade, dentro do carro.
Quando me senti quase no auge, pedi-lhe que parasse. Queria dar-lhe prazer e senti-lo na minha boca. Recostei o banco dele e comecei a acariciar o seu pénis, por cima das calças. Senti que o seu sexo já estava duro e imponente. Desapertei o botão e o fecho, e tirei aquele mastro para fora. Envolvi-o com a minha mão e iniciei um delicado movimento de vaivém. Ao beijá-lo, senti a sua respiração ofegante. Ávida daquele membro, os meus lábios deixaram os seus, para abocanhar aquele objecto do meu desejo. Deixei-me ficar alguns minutos a saborear os líquidos que escorriam daquela fonte de prazer.
Ao sentir que se aproximava do auge, interrompeu-me, e compôs as calças. Saiu do carro, em pleno temporal, e abriu a minha porta, puxando-me para o exterior. Espremeu o meu corpo entre o seu e o carro, devorando o meu corpo com a sua boca, desejosa de mim. Deitou-me no chão, encharcado da chuva, e amou-me no asfalto, atrás do carro, ensopados em chuva e luxúria. Penetrou-me com fúria e consumiu-me com fervor, levando-me a outro mundo. O orgasmo não tardou a surgir, em simultâneo. O culminar do nosso desejo e do nosso amor.
Levantou-me do chão, e virou-me de frente para o carro. Levantou a minha saia, já colada ao corpo, e com uma das mãos acariciou o meu ânus, enquanto outra acariciava os meus seios. Com a sua boca ofegante, devorava a minha nuca, com beijos loucos e quentes. Senti o seu membro entrar em mim, agora com mais suavidade, cravou as suas mãos nas minhas ancas e penetrou-me mais profundamente. Continuava a chover torrencialmente, lavando o suor dos nossos corpos. Subitamente senti a dor a aliviar e um estranho prazer a percorrer o meu corpo. Ouvi os seus gemidos, e quando dei por mim, gritava que nem uma louca., atrás de um carro, na berma da estrada. Culminámos de prazer novamente, e deixei-me cair contra o carro. Ele deixou o seu corpo apoiado nas minhas costas, por breves minutos, e tentámo-nos  compor como era possível. Entrámos no carro completamente exaustos e ensopados da chuva, que começava a cessar. Ficámos alguns minutos em silêncio, a repousar os nossos corpos e a procurar forças para rumarmos a casa.
Chegando a casa, tomámos um delicioso duche em conjunto, e nos largámos na cama, abraçados. Trocámos carícias, beijos apaixonados e palavras de amor. Sentimo-nos felizes e loucos, por vivermos uma aventura como dois adolescentes.
E como fora maravilhoso…
 
Gasosa @ 17/01/2007 21:33:05
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