refeição indigesta .
O garfo é fino na gaveta
E a colher é um manjerico sem cor,
O verniz da madeira da gaveta é denso
Nos contratempos do puxador.
E existe o garfo lá dentro
À espera de alguém para o puxar,
Porque a colher não é de ferro
E o manjerico luminoso da colher não tem ar.
Os dentes do garfo são placas ácidas
Que reagem com a escuridão
De um lugar excessivamente baixo
Para dar cor ao coração.
Hoje fui um garfo pálido, longe da colher sem cor. Hoje fui um corpo morno que, sem luz, arrefeceu à espera da dor ..
A dor, servida num prato raso, junto de um guardanapo dobrado dentro do copo de vidro baço.