Queria ser poeta...
Eu queria tão somente ser poeta...
Queria ser sonho da poesia, queria que fosse dela!
Mas, também que ela fosse meu sonho, que fosse minha!
Queria encontrar no mundo que vejo um outro mundo,
Na pedra que rola em meu caminho outra pedra,
Na árvore que cresce infinita outra árvore,
Na onda que morre na areia outra onda!
Eu vejo o mundo e o poeta não se contenta ao vê-lo,
Ele cria por meio da palavra o seu mundo!
A pedra que rola não é a mesma para o poeta!
A árvore que é da Natureza não é a do poeta!
E a onda que é do Mar não é a mesma para ti, poeta...
Oh poeta, o teu mundo é outro que não este,
Em toda a tua alma encerras a fantasia,
Deixas crescer toda a vontade de construir,
Passando o desejo de criar a criação...
Dá-me uma simples miragem de teu lado,
Teu lado que é só teu, independente do mundo!
Porque, tu poeta, tens um olhar que transforma,
Transforma o vento que se esquece em verso,
Transforma aquele monte sozinho no verso mais lido...
Tu, verdadeiro poeta, ensina-me a construir,
Construir meu mundo com papel e tinta,
Sendo a Natureza e todos os homens,
Substituídos por versos, versos que são sinceros...
Meu mundo queria ser contado em poesia,
Mas, eu sei que se o contasse em verso,
Ele deixaria de existir, seria solidão a sonhar,
Porque meu lado com poesia,
Seria meu triste mundo sem mim!!!
( o verdadeiro poeta segue o vento de seus versos, deixa o mundo que vê e entra no mundo que escreve.)