Poemas
Mostro
Quero mostrar o que realmente sou.
Ter para poder ser, me fazem querer
Mostro quem sou, não quero parecer,
Esqueço o que tenho, essa parte te dou


Se tenho pouco, pouco te irei dar
Mas me deres algum, algum te dou
Comportamento que estás a espalhar
Para ti irá voltar, conselho que te dou.


Custa fazer o bem? devagar ou a cem
Desenha-o, molda-o, interessa é caminhar
Espalha-o, olha-o com prazer, sem desdém
Sê equilibrado, sê a preia-mar e baixa-mar


Porque todos temos os tais dois lados
Não querias ser a lua e suas belas faces
Penso enquanto estou aqui sentado, nos
Possíveis lados que tens quando nasces


Vimos em branco, ou temos algo pintado
Serie uma gruta ou parede sem reboco
Penso que nascemos com algo para ser moldado
Não em branco mas pintado, sinto-o e toco


A textura do meu ser, definida ao nascer
É a textura do meu ser, sem porquês
Toca-lhe, sente-a, não precisas de a ver
Sou o que sentes, não o que pensas que vês


Olha para dentro, vês as tuas ranhuras
As formas que definem o que tens e és
Não são falhas, são as tais texturas
Que te tingem, de belas cores e não o invés


És a tela e a pintura, a alma a paleta
De cores que pintas o que és, tua língua
O pincel que te contorna e alimenta
O sentimento que te alegra e te amua
 
indio @ 31-10-2007 17:32:34
Comentários
@ 05-11-2007 14:03:08
Citar   Impróprio?

Atenção a um lapso na 2ª estrofe.

Parabéns pelo poema. :)

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