Vejo-me apartado daquela indigência
Que outrora reinou, em campos desbravados
Tiraniza tamanha condescendência
Dissipando a razão daqueles, um dia, subordinados
Sei já meu amor, amar com vontade
Numa posição de contrapor
A luz cega da vaidade
Vê-me como te vejo
E execra, por favor, aquele impulso animal
Que te seja igual venerado o beijo
Como te faço sagrada no pedestal
Haverá então razão? Para viver mais um dia que seja
Se no desacerto perpétuo da ilusão
For vossa a figura que lá esteja
Quero que me queiras sem querer
Com aquela repulsa involuntária atraente
E que minha alma se faça desvanecer
Se não for este um sentimento que não mente
Dar-te-ia minha vida se pudesse, para que sentisses o meu calor
E na luz daquela chama que nos aquece
Verias sombras figuradas pelo meu amor.