olho a chuva que corre lá fora, e num simples e curto momento, sinto a lágrima de dor à muito escondida correr por meu rosto abaixo...observo ao meu redor, e deparo-me com estilhaços de vidro do coração que partiste e deixaste sem reparo.
Num mar submerso de trevas, encontro-me eu, sozinha e perdida, procurando de vez o meu rumo que à tanto tempo tento desenhar...mas é em vão...deixaste-me uma dor que me atormenta dia após dia e que me prende os pés quando quero avançar rumo à felicidade..na minha mente desenham-se pontos de interrogação entrelaçados num Mundo que em outrora me realizou, e caminho...caminho sem destino à procura de um novo Mundo, bem longe deste onde adormeço todas as noites..
recolho todas as forças que me envolvem, mas nem elas me querem ouvir e explicar o que existe de errado...apenas adormecem a meu lado sem nunca acordarem e se inserirem em mim.grito por ajuda, mas o eco do pequeno canto onde me encontro, não se deixa ouvir, as lágrimas recolhem-no... peço-te a ti, ao teu ser insignificante mas puramente entrelaçado no meu, que me leves para bem longe, para um recomeço daquilo a que já denominei vida, e que hoje, denomino caminho doloroso da morte...
leva-me! não exites...pega em mim e dá-me a mão...