És tu que podes tudo,
Que sabes o que não se sonha,
E moras onde não te chegam,
És tu que procuro e
Que desconheço.
És tu quem me ilumina
E guia, quem me acalenta,
És tu quem me aquece de
Verdade as dúvidas e os desejos.
És tu em que nunca acredito,
Mas que sempre invoco,
És tu que não compreendo,
Que não explico, nem
Me revejo nas explicações dos outros.
És tudo que o tempo não consome,
És tu quem atravessa o nada
E os desertos da fome,
E depois vens, de noite,
Murmurar-me ao ouvido,
O meu caminho.
És Tu que te perdes quando me
Encontro,
És tu, porque te entendo, sem
Nunca te conseguir decifrar.
Agosto 2006