EU, NÃO ME PERTENÇO.
Olha para mim, quando te digo:
A mim, já não me pertencer.
Já não sou dono de mim,
Nem de meu corpo, ou de minha mente.
Mesmo os meus sonhos…
Os dei, sem presente.
Me alegro, e fico contente…
Por a mim não me pertencer.
Agora fica latente,
Que doei meu ser.
Nada me deram por ele…
Nada queria por ele.
Agora corre livre, e despreocupado…
Sem ser eu, deixou ser de ser torturado.
Vive como qualquer, outro ser…
Escravizado pela ilusão do viver.
Sepultou as inquestionáveis questões,
Que eu… e só eu teimava fazer.
Se deixou conquistar pelas razões,
Que eu nunca quis, obter.