Poemas
Deixa-te ser
Foram dias a malhar, a esquecer o que é sorrir
Pensar, acreditar, fazer e conseguir
Foram dias a chorar, a ganhar para partir
Deixar de acreditar, sonhar ou desistir

Metem-nos no beco sem nos darem atenção
Em segundos perdemos a forma, o caminho, o coração
A faca aquece e roda no estomago, na energia, no poder
No amago da tentação, desliza para morrer
E quando dás por ti não tens nome, não respiras,
Não ficas nem te piras, não te largas da mão
Não sabes a canção
Não tens força para viver, não tens força para comer
Não tens caminho, não há destino
Vizinho? Corta-te os ouvidos com os cêntimos da fachada
Esses bacanos vendidos que não dizem mais nada
Não conhecem a estrada, desiguais ou desleais,
Ficam-se pela forma errada, não te ligam nunca mais
Essa cólera de furor, essa ira desmedida
Essa mentira de amor, essa lágrima corrompida
Com que te agarram na mão
Véus nos olhos delas
Cordas cinzentas sujas na expressão
E porque não?
Esquecem-te porque sabes demasiado
Corres na tua vontade e esqueces o mau olhado
Sapateado, esse ponto de exclamação
Danças com o mundo ou enganas a nação?
Tens um nome a defender,
Rasgaram-te o sonho mas não podes esquecer
Continuas a lutar
Arrastas-te dia a dia, continuas a sonhar
Matas se for preciso, caminhas para amar
E quando abres os olhos, estás sozinho à beira mar
Esqueceste os teus, esqueceste que existes
Em segundos és pisado e esqueces que partiste
Porque és triste? Não, sorriste
Porque mentiste se era o desejo de vencer?
Pisas o lider e cospes a paixão
És vendido a crédito nulo e quando acordas perdes a tesão
Falecer ou viver é o duo da dedicação
Comprometeste-te com o tempo e o resto é divagação
Abre os olhos e luta para perder
Morre pelo sonho, esquece o que é viver
 
_df_ @ 13-04-2009 12:12:41, actualizado a 17-04-2009 11:38:19
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