Poemas
Apartado da infelicidade
Vejo-me apartado daquela indigência
Que outrora reinou, em campos desbravados
Tiraniza tamanha condescendência
Dissipando a razão daqueles, um dia, subordinados

Sei já meu amor, amar com vontade
Numa posição de contrapor
A luz cega da vaidade

Vê-me como te vejo
E execra, por favor, aquele impulso animal
Que te seja igual venerado o beijo
Como te faço sagrada no pedestal

Haverá então razão? Para viver mais um dia que seja
Se no desacerto perpétuo da ilusão
For vossa a figura que lá esteja

Quero que me queiras sem querer
Com aquela repulsa involuntária atraente
E que minha alma se faça desvanecer
Se não for este um sentimento que não mente

Dar-te-ia minha vida se pudesse, para que sentisses o meu calor
E na luz daquela chama que nos aquece
Verias sombras figuradas pelo meu amor.

 
Allenjohnson @ 15-10-2009 15:58:23
Comentários
@ 15-10-2009 17:10:57
Citar   Impróprio?
 
 
  só pela intensidade expressa valeu a pena ler e re-ler... muito bem.
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